A morte de Dan Wheldon
Quando eu fui cobrir o Grande Prêmio de Motegi em 2007 eu não imaginava que ficaria tão perto dos pilotos. Entrevistei o Tony Kanaan, falei boa sorte para o Vítor Meira com seu capacete em homenagem ao Niemayer, torci pelo Helio Castroneves, mas eu conheci naquela corrida um sujeito que foi incrivelmente simpático comigo. O piloto inglês Dan Wheldon me cumprimentou, trocamos algumas palavras sobre a expectativa da corrida e logo se despediu. Um contato breve, mas bastante cordial e respeitoso.
Wheldon tinha sido campeão da Indy em 2005 e era considerado um dos pilotos mais sortudos do grid, mas ele era na realidade um piloto muito competente. Por isso, quando recebi a notícia de sua morte em Las Vegas durante a corrida, foi um choque. Ele venceu as 500 Milhas de Indianápolis em duas oportunidades e a deste ano foi especial, pois ele estava correndo com um wildcard!
As mortes no automobilismo sempre me chocaram bastante. Uma das cenas mais marcantes da minha infância foi a morte de Elio de Angelis no circuito de Paul Ricard. Depois disso teve o episódio do Ratzenberger e do Senna, que morreram no mesmo fim-de-semana. Quando soube da notícia da morte desses dois simplesmente não consegui acreditar. Achei que fosse uma brincadeira de mau gosto. A morte de Rafael Sperafico também me chocou bastante. Mas o fato de ter conhecido o Dan Wheldon, apertado a sua mão, de alguma forma fez com que o peso de sua morte fosse grande para mim. Isso foi estranho.
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